Além dos medicamentos e terapias
disponíveis para o tratamento da osteoporose, outras mudanças de hábito
devem ser feitas para evitar fraturas, dores e a progressão da doença:
Mantenha-se no peso ideal
Se a manutenção do peso é benéfica
como um todo, para pessoas com osteoporose ela é a ainda mais
importante. E não é só a obesidade que atrapalha a vida do paciente -
aqueles que estão muito abaixo do peso também correm riscos. Os
pacientes acima do peso têm dificuldade de realizar exercícios e
tendência a desenvolver outros problemas, como hipertensão arterial e
diabetes, além de geralmente manterem uma alimentação inadequada, sem o
aporte nutricional que a osteoporose pede, ao passo que os de peso muito
baixo têm, em geral, deficiência alimentar por pouca ou má ingestão de
nutrientes. Inclusive, os mais magros são mais atingidos pela
osteoporose, justamente porque a gordura periférica - em menor
quantidade naqueles abaixo do peso - ajuda a manter o aporte de cálcio
no metabolismo do estrogênio, deixando os ossos mais fortalecidos. Uma
das explicações para isso seria o fato de que um paciente muito acima do
peso se fraturaria mais facilmente ao se levantar pra caminhar, então a
natureza dá a essas pessoas uma força extra para poder aguentar o seu
próprio peso. No entanto, uma vez com osteoporose, o excesso de peso
pode causar um esforço muito grande das articulações, favorecendo dores e
quedas.
Pratique exercícios
A atividade física é fundamental
para os pacientes com osteoporose. Além de aumentar o aporte e fixação
de cálcio ao osso, o exercício ajuda no equilíbrio para evitar quedas.
Praticar exercícios também ajuda a manter a densidade óssea à medida que
envelhecemos, diminui a dor nas articulações e ainda por cima elimina
os quilos que por ventura estiverem sobrando e forçando as articulações.
Exercícios de fortalecimento e flexibilidade, bem como atividades
aeróbicas, são as mais indicadas para os portadores de osteoporose. Os
primeiros ajudam a manter a densidade óssea e fortalecer as
articulações, já os exercícios de flexibilidade, como alongamento e
ioga, além de beneficiar as articulações também ajudam a preservar a
amplitude do movimento. Por fim, as atividades aeróbicas podem ajudar a
construir ossos e manter as articulações saudáveis, bem como fortalecer
os músculos, coração e pulmões. No entanto, que todos os pacientes devem
ser avaliados para poder executar os exercícios corretos e na época
adequada, especialmente os idosos.
Nutrientes em dia
A osteoporose está intimamente
ligada à alimentação. Se você não está ingerindo os nutrientes na
quantidade certa, o seu corpo está em risco. Os nutrientes mais
importantes na luta da osteoporose são o cálcio e a vitamina D. O
primeiro é essencial para a formação dos ossos, enquanto o segundo é
quem permite que o cálcio seja absorvido e atue na formação da matriz
óssea. Os dois andam sempre de mãos dadas: se você ingerir muito cálcio,
mas não tiver vitamina D, de nada adianta, pois esse não será
absorvido. O mesmo vale para quem ingere muita vitamina D, mas não tem a
quantidade de cálcio suficiente para ser absorvida. A recomendação
diária de cálcio para adultos varia entre 1.000mg e 1.200mg, enquanto a
vitamina D tem sua dose de 800 a 1.200 UI por dia. Boas fontes de cálcio
são leite e seus derivados, bem como vegetais verdes escuros e produtos
fortificados. Quanto a vitamina D, a melhor forma de obtê-la é se
expondo ao sol no mínimo 30 minutos por dia, lembrando que deve ser o
sol da manhã ou o do final do dia.
Pare de fumar
O cigarro é atualmente considerado
não só um fator de risco, como um agravante da osteoporose, e como tal
deve ser abandonado. Isso acontece porque a fumaça tóxica do cigarro,
quando chega à corrente sanguínea, interfere no funcionamento das
células osteoblásticas - responsáveis por construir e reparar a matriz
óssea. E nunca é tarde para largar o vício, pois ao parar de fumar, o
risco de baixa densidade óssea e fraturas tende a se reduzir com o
passar do tempo.
Evite o álcool
O consumo excessivo de bebida
alcoólica diminui as reservas de cálcio e, como consequência, faz com
que os ossos fiquem mais fracos. O consumo de álcool no dia a dia
acarreta no aumento dos níveis do paratormônio, que é um hormônio
responsável por equilibrar a quantidade de cálcio nos ossos. O álcool em
excesso também interfere na absorção de cálcio e vitamina D pelo
pâncreas, ambos nutrientes essenciais para os ossos.
Faça adaptações em casa
As mudanças para uma casa segura são
muito importantes para evitar quedas no paciente com osteoporose.
Evitar tapetes soltos, sapatos de salto deslizante e pisos derrapantes
em áreas como banheiro e cozinhas é fundamental para quem tem a doença. A
colocação de apoio com barras fixas nas paredes ajuda na movimentação
dentro de casa. Prender ao solo móveis que podem escorregar é outro
artifício eficiente. É importante também manter todos os objetos dentro
do campo de visão, principalmente entre os mais idosos, pois eles
apresentam uma redução do seu campo visual, e por isso objetos deixados
em qualquer lugar são potencialmente perigosos. Outro ponto essencial é
manter interruptores de luz ou abajures próximos da cama e portas, para
que o paciente não precise andar no escuro em nenhum momento, correndo o
risco de tropeçar e cair.
Faça a densitometria óssea regularmente
O exame de densitometria óssea é
usado para medir a densidade de nossos ossos, ou a massa óssea. Ele usa
um aparelho especial de raio-x, e é o melhor exame para controlar a
evolução da osteoporose e de seu tratamento. O controle com o exame
geralmente é anual, mas a frequência pode mudar conforme orientação. A
densitometria avalia o grau da osteoporose e acusa a probabilidade de
fraturas.
De olho nas causas secundárias
Se a osteoporose estiver associada a
uma outra condição, como o hiperparatireoidismo, doenças renais ou uso
de medicamentos com corticoides, é importante tratar também esses
problemas. Converse com seu médico e procure entender